quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Saudade.

Saudade, sombra que trilha, por onde
andou a paixão; inevitável cedilha da
palavra "coração".

Saudade, sino plangente, que badala
sem cessar, dentro d`alma e faz a gente
não sei porque, soluçar...

Saudade, palavra linda, inventada pra
dizer: eu te quiz, te quero ainda e
sempre te hei de querer.

Saudade, estrela que fica, quando as
outras já se vão, e, ficando, mortifica
a noite do coração.

Saudade, febre que a gente sem querer
pode apanhar...nunca mata de repente
vai matando devagar.

Saudade, nem é preciso perguntar de
onde ela vem; basta lembrar o sorriso
e os olhos que você tem.

Não sei por que, pois tudo isso que
escrevo são saudades de você.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Contos Lendários

A noite cai e na floresta próxima às muralhas do castelo o povo de Elgard celebra mais um dia de paz. Os menestréis cantam as velhas batalhas contra o Rei Negro. Os cavaleiros cantam e brindam ao guerreiro de gelo, agora preparado para enfrentar o desconhecido. Logo adormecem, em sua última noite de paz, seus sonhos enchem-se de tristeza e tragédia, onde o sangue dos inocentes nunca para de escorrer e a vontade de se vingar está mais viva do que nunca.

Essa música é uma verdadeira suíte medieval!

O solo é totalmente medieval e, à parte de flautas, cordas, etc., uma característica gaita de foles também empresta seu som para aumentar a sensação que a música passa, de estar perdido em uma fantástica outra dimensão...

sábado, 14 de novembro de 2009

Senhor do Trovão.

Esperando pela noite o poderoso guerreiro cavalga pelos arredores de Elgard para acalmar seus pensamentos. Subitamente, no caminho de volta, ecos de trovões distantes alcançam seus ouvidos e os ventos começam a soprar selvagemente. A adrenalina preenche suas veias, e erguendo sua espada para os céus, o herói recita sua oração.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Terra dos Imortais


Aparece a verde Elgard com toda sua beleza. Aqui a pequena e pacífica cidade, dá ao guerreiro, fantásticas boas vindas. Recebendo completas honras, ele encontra-se com o poderoso mago Aresius. No dia seguinte, ele levará o escolhido até a empoeirada clareira de Argon onde a busca pelas chaves se iniciará... A mística jornada será cheia de obstáculos e o bravo coração terá também que desafiar seus mais profundos medos antes de encarar enigmas indecifráveis e ancestrais criaturas da escuridão.

Essa é mais uma canção rápida, porém extremamente melódica. Na introdução o quinteto de cordas pinta a tranqüilidade interior do guerreiro enquanto que a estrofe mais furiosa com uma parte de baixo saltitante expressa sua absoluta determinação.

Um interlúdio barroco e um solo melódico no "estilo russo" leva a um dramático pre-refão onde um órgão e vozes cruzadas expressam a sede de sabedoria do poderoso guerreiro, pronto para dar a sua vida por suas terras. E quando sua hora chegar, a terra dos imortais, o paraíso dos heróis, será finalmente seu.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Céus Virgens


Enviando tropas para Arwald de Ancelot, o poderoso guerreiro inicia sua longa cavalgada até os verdejantes vales de Elgard, a maravilhosa cidade onde sua busca pelas chaves deve iniciar. A jornada é difícil, mas quando as primeiras folhas da relva são avistadas no horizonte o guerreiro se vê incapaz de conter sua emoção. Rapidamente o sol aquece seu corpo e o céu azul proporciona sensações mágicas.

Sensações transformadas em música com a ajuda de um címbalo real, um cello mágico e uma doce flauta para uma pequena peça com sabor medieval.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Floresta dos Unicórnios


A floresta finalmente está em sua frente e o que o guerreiro nórdico sente é indescritível. Uma mística luz permite que ele veja uma grande parte da floresta e os suspiros do anoitecer ainda a alcançam, murmurando palavras sábias. Parece estranho, mas também uma sensação de extremo bem-estar preenche o lugar. A magia continua e o guerreiro decide permanecer no lugar por toda a noite. Ele senta-se aos pés de uma árvore alta e rapidamente o reino dos sonhos abre-lhe os portões.

Ecos de velhas batalhas guerreadas pelos antigos cruzam sua mente antes do primeiro raio de luz do amanhecer, quando um súbito barulho acorda o guerreiro... e naquele instante apareceu com todo o seu esplendor: o unicórnio branco galopando no outro lado da colina, oferecendo um espetáculo único, testemunhado por pouquíssimas pessoas de sorte.

O guerreiro fica fascinado pela beleza da floresta banhada pelos primeiros raios de sol nascente. E ele imediatamente começa a orar para aquelas orgulhosas árvores, testemunhas silenciosas de gloriosos tempos passados, para receber delas a força das antigas memórias: memórias de batalhas e vitórias épicas para o exército das terras encantadas.

O sangue de incontáveis soldados escorreu por esses pastos para defender as florestas, os rios, lagos, vales e montanhas... e seus sacrifícios proporcionaram a essas regiões, paz por toda uma era.

Mas dessa vez, as maléficas forças do abismo estão mais forte do que nunca e esses pacíficos dias podem ser um dos últimos...

Essa é uma canção medieval de natureza acústica dividida em duas partes: as linhas vocais das estrofes são cantadas sobre um sugestivo fundo de cordas e o refrão é uma genuína dança com a presença de uma voz feminina.

É difícil deixar esse lugar maravilhoso mas agora o sol está bem alto no céu e no vale sagrado os soldados estão acordando: a marcha para Ancelot deve continuar...


domingo, 1 de novembro de 2009

Ira do Inverno



Cruzando as colinas de Algalord os ventos começam a soprar sibilantes e a neve acaricia o já visível vale dos unicórnios.

Os poderosos guerreiros e seus soldados admiram as maravilhosas paisagens, sabendo que, para muitos deles, será a última vez... Os ventos da noite começam a soprar mais forte e a fúria do inverno grita sua ira. As valorosas tropas finalmente alcançam a parte meridional das florestas médias.

A dificuldade da jornada é recompensada pelo que o horizonte oferece aos olhos...

Os corais nas estrofes tentam comunicar ao ouvinte a sensação de misticismo de um crepúsculo invernal enquanto o refrão, mais "tranqüilizador", expressa todo amor e a alegria visual desse maravilhoso presente dados pela mãe terra.

O solo é um pequeno opus e a disputa entra a guitarra e o teclado soluciona-se com corridas rápidas nas escalas menores e tonalidades mais escurecidas.

Agora é hora de descansar e os vilarejos do vale sagrado oferecem a melhor solução para deixar os cavalos dormirem.

Danças antigas acolhem os cansados soldados e bobos da corte fazem o seu melhor para amenizar a tensão geral que inevitavelmente preenche os ares.

O guerreiro de gelo está impaciente e decide realizar um desejo que por muito tempo teve. O lugar onde o pai do seu pai lutou pela liberdade, não é longe e a oportunidade é única: a chance de encontrar a mística floresta dos unicórnios, a floresta que inspirou numerosas lendas e onde a sabedoria dos reis prevaleceu em uma longa e sangrenta batalha contra a violência desenfreada das hordas do rei negro.

Então nosso herói deixa o vilarejo e começa a cavalgar através do enorme vale que acaba onde se iniciam as florestas médias.

A escuridão está em toda a sua volta e a atmosfera é espectral, mas subitamente as águas fluentes do rio sagrado anunciam que a floresta mágica está bem próxima.

... O coração do guerreiro começa a bater mais rápido...