domingo, 1 de novembro de 2009

Ira do Inverno



Cruzando as colinas de Algalord os ventos começam a soprar sibilantes e a neve acaricia o já visível vale dos unicórnios.

Os poderosos guerreiros e seus soldados admiram as maravilhosas paisagens, sabendo que, para muitos deles, será a última vez... Os ventos da noite começam a soprar mais forte e a fúria do inverno grita sua ira. As valorosas tropas finalmente alcançam a parte meridional das florestas médias.

A dificuldade da jornada é recompensada pelo que o horizonte oferece aos olhos...

Os corais nas estrofes tentam comunicar ao ouvinte a sensação de misticismo de um crepúsculo invernal enquanto o refrão, mais "tranqüilizador", expressa todo amor e a alegria visual desse maravilhoso presente dados pela mãe terra.

O solo é um pequeno opus e a disputa entra a guitarra e o teclado soluciona-se com corridas rápidas nas escalas menores e tonalidades mais escurecidas.

Agora é hora de descansar e os vilarejos do vale sagrado oferecem a melhor solução para deixar os cavalos dormirem.

Danças antigas acolhem os cansados soldados e bobos da corte fazem o seu melhor para amenizar a tensão geral que inevitavelmente preenche os ares.

O guerreiro de gelo está impaciente e decide realizar um desejo que por muito tempo teve. O lugar onde o pai do seu pai lutou pela liberdade, não é longe e a oportunidade é única: a chance de encontrar a mística floresta dos unicórnios, a floresta que inspirou numerosas lendas e onde a sabedoria dos reis prevaleceu em uma longa e sangrenta batalha contra a violência desenfreada das hordas do rei negro.

Então nosso herói deixa o vilarejo e começa a cavalgar através do enorme vale que acaba onde se iniciam as florestas médias.

A escuridão está em toda a sua volta e a atmosfera é espectral, mas subitamente as águas fluentes do rio sagrado anunciam que a floresta mágica está bem próxima.

... O coração do guerreiro começa a bater mais rápido...

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