terça-feira, 3 de novembro de 2009

Floresta dos Unicórnios


A floresta finalmente está em sua frente e o que o guerreiro nórdico sente é indescritível. Uma mística luz permite que ele veja uma grande parte da floresta e os suspiros do anoitecer ainda a alcançam, murmurando palavras sábias. Parece estranho, mas também uma sensação de extremo bem-estar preenche o lugar. A magia continua e o guerreiro decide permanecer no lugar por toda a noite. Ele senta-se aos pés de uma árvore alta e rapidamente o reino dos sonhos abre-lhe os portões.

Ecos de velhas batalhas guerreadas pelos antigos cruzam sua mente antes do primeiro raio de luz do amanhecer, quando um súbito barulho acorda o guerreiro... e naquele instante apareceu com todo o seu esplendor: o unicórnio branco galopando no outro lado da colina, oferecendo um espetáculo único, testemunhado por pouquíssimas pessoas de sorte.

O guerreiro fica fascinado pela beleza da floresta banhada pelos primeiros raios de sol nascente. E ele imediatamente começa a orar para aquelas orgulhosas árvores, testemunhas silenciosas de gloriosos tempos passados, para receber delas a força das antigas memórias: memórias de batalhas e vitórias épicas para o exército das terras encantadas.

O sangue de incontáveis soldados escorreu por esses pastos para defender as florestas, os rios, lagos, vales e montanhas... e seus sacrifícios proporcionaram a essas regiões, paz por toda uma era.

Mas dessa vez, as maléficas forças do abismo estão mais forte do que nunca e esses pacíficos dias podem ser um dos últimos...

Essa é uma canção medieval de natureza acústica dividida em duas partes: as linhas vocais das estrofes são cantadas sobre um sugestivo fundo de cordas e o refrão é uma genuína dança com a presença de uma voz feminina.

É difícil deixar esse lugar maravilhoso mas agora o sol está bem alto no céu e no vale sagrado os soldados estão acordando: a marcha para Ancelot deve continuar...


Nenhum comentário:

Postar um comentário